Voltei a te escrever

12 de setembro de 2011 at 6:37 (Uncategorized)

Voltei a te escrever cartas de amor,
Cartas ritmadas, com letras e sons de trombone,
Cantadas indiscretamente;
Voltei a te descrever
Para que a história não te leve
E a memória não exista;
Que não exista saudade.

Link Permanente Deixe um comentário

Solitude

11 de janeiro de 2011 at 19:06 (Uncategorized)

É a sua falta
Que me leva a crer
Que por ti
Estou vivendo
Assim como vivem as plantas,
Na solitude pacífica.

Link Permanente Deixe um comentário

Divina Paródia I

11 de janeiro de 2011 at 18:07 (Uncategorized)

Porque a festa, sim, acabou,
E estamos todos vivos;
O Salvador aqui é morto.
O Salvador nunca foi daqui.
Ele voa;
Mas nunca o verei
Em meu samba de carnaval,
A brincar,
E sonhar
E dizer graciosamente:
“Que a festa comece.”

Link Permanente Deixe um comentário

A Divina Paródia II

11 de janeiro de 2011 at 17:46 (Uncategorized)



Porque a ainda festa não acabou,
Porque ainda estamos vivos,
Porque o salvador está vivo,
Porque ele é humano,
Porque ele não voa
Ainda;
Ainda hei de vê-lo,
No samba de meu carnaval, graciosamente,
A brincar.

Link Permanente Deixe um comentário

Sem Palavras

11 de janeiro de 2011 at 12:45 (Uncategorized)

Conheci-te;
Permiti-me;
Tal bastou
Para saber
Que nada mais
Haveria eu de precisar.
Tu te fostes
Para o outro lado das águas,
Fora de mim
Morrestes.
Tive de desromantizar-me,
Desconhecer
Qualquer espectro de beleza
Para sobreviver
Sem essência,
Sem ardente felicidade,
Sem palavras,
Você.



Link Permanente Deixe um comentário

Esboço

3 de janeiro de 2011 at 12:58 (Uncategorized)

 

Isto é apenas um esboço
Dos meus incontáveis versos
Que têm servido de música
Para tentar acalmar
Dois corações descontentes,
Porém, quentes,
Partidos pelo mar.

Link Permanente Deixe um comentário

Encontro das Terras

31 de dezembro de 2010 at 23:16 (Uncategorized)

Ítala, é o título
Que salta em amarelo;
Razão do caos,
Do elo entre duas terras
Desconhecidas,
Separadas por águas,
Que hão de se encontrar,
Num belo dia,
Numa bela explosão,
Mesmo que para tal
Seja preciso acordar vulcões,
Inverter o ciclo das águas,
Extinguir a gravidade,
O silêncio poético
Que diz apenas verdades
Latejantes nas duas almas.



Link Permanente Deixe um comentário

Ciclos

31 de dezembro de 2010 at 15:32 (Uncategorized)

Algo sempre fica
De quem passa por nós;
No final, tendemos todos
A ser um só;
Em cima ou debaixo da terra,
Somos apenas poeira
De nossos próprios pés.

Link Permanente Deixe um comentário

O Grande Vôo

30 de dezembro de 2010 at 20:14 (Uncategorized)

 

Palpita em mim
Cada ponto vivo
Toda vez que cogito
Que ela desta vez sobreviverá;
Que com asas mecânicas
Ítala haverá de voar enfim
Sobre o Sol;
E assim não lhe bastando, prosseguirá
Penetrando nas reentrâncias dos enigmas,
Surpreendendo a si mesma,
Ela voará em dissonância
Para a Clave ascendente
Que por vir há de estar;
Ítala transcenderá;
Ítala voará em Fá.

Link Permanente Deixe um comentário

Uma Breve Homenagem

30 de dezembro de 2010 at 13:27 (Uncategorized)

Pelo teu pão, pelo teu vinho,
Levanto a tinta, sem pena,
Para reivindicar o Amor exalado Dele,
Que de tão encenado,
Cuspido pelos cínicos Redentores,
Nos que genuinamente negam acatar a farsa,
Há de ficar apenas no pó,
Juntamente com as palavras
Destes mesmos imitadores
De quem chamamos por Cristo.

Link Permanente Deixe um comentário

Next page »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.